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Irão 0 - 0 Nigéria

Um futebol a pão e água

Arena da Baixada, em Curitiba. Cerca de 40.000 espectadores. Bom tempo e céu limpo.

Selecção do Irão – Alireza Haghighi, Pejman Montazeri, Jalal Hosseini, Amir Hossein Sadeghi, Mehrdad Pooladi, Javad Nekonam, Andranik Teymourian, Ashkan Dejagah (78′ Alireza Jahanbakhsh), Khosrow Heidari (89′ Masoud Shojaei), Ehsan Haji Safi, Reza Ghoochannejhad.

Treinador – Carlos Queiroz.

Selecção da Nigéria – Vincent Enyeama, Efe Ambrose, Juwon Oshaniwa, Godfrey Oboabona (29′ Joseph Yobo), Kenneth Omeruo, Ogenyi Onazi, John Obi Mikel, Ramon Azeez (69′ Peter Odemwingie), Victor Moses (52′ Shola Ameobi), Ahmed Musa, Emmanuel Emenike.

Treinador – Stephen Keshi.

Golos – Irão 0 – 0 Nigéria.

Depois do jogo de ontem, que iniciou o Grupo F, com a vitória da Selecção da Argentina sobre a Selecção da Bósnia Herzegovina por 2 a 1, continuou hoje, o segundo jogo do mesmo grupo, entre as selecções do Irão e da Nigéria, num estádio que esteve para não fazer parte dos eleitos para o Mundial pelos sucessivos atrasos no término das obras – foi o último estádio a ser entregue à FIFA.

A selecção iraniana tem como curiosidade o facto de ser treinada por Carlos Queiroz, técnico português que já comandou, também, a selecção portuguesa. Esta selecção iraniana, considerada a selecção mais fraca das que estão no Mundial, teve como adversária, a forte selecção nigeriana, uma das melhores selecções africanas, que está no Mundial para lutar por um caminho que a leve o mais longe possível.

Assim, eram 20:00′ em Portugal continental, quando o árbitro apitou para dar início à partida.

A Primeira Parte

Foi um bom início de jogo, com a bola a circular bem ao longo de todo o espaço do campo, com o Irão a ter um pouco mais de posse de bola, mas com o jogo a ir de uma linha de fundo, à outra, com alguma facilidade. Depois seguiu-se alguma pressão nigeriana que trouxe alguma atrapalhação entre as hostes persas, mas durou pouco tempo. Logo se voltou ao jogo repartido entre as duas selecções e os dois meio-campos.

A partir dos 15′, no entanto, o jogo ganhou uma toada muito lenta, feita de passes a passo, de parte-a-parte, jogando, as duas equipas, muito a meio-campo, com a bola muito pelo ar, saltitando de cabeça em cabeça, até acabar por, inevitavelmente, sair do campo.

Irão 0 - 0 Nigéria

Este foi um jogo muito viril

Só perto da meia-hora o jogo ganhou alguma, pouca, vivacidade, mas o suficiente para se tornar um pouco mais interessante.

Aos 29′, Stephen Keshi teve de proceder à primeira substituição da selecção nigeriana, por lesão de Godfrey Oboabona, fazendo entrar Joseph Yobo. Coincidência, ou não, a Nigéria acabaria por ter, no seguimento da substituição, a sua melhor oportunidade, quando, na marcação de um livre pelo lado esquerdo do ataque africano, Ahmed Musa rematou directo sobre a baliza iraniana e Alireza Haghighi teve de se aplicar e esticar para conseguir defender o remate potente e bem colocado de Musa e enviar a bola para canto.

Logo quase como resposta, e num pontapé de canto marcado pelo lado direito do ataque iraniano, por Ashkan Dejagah, saltou Reza Ghoochannejhad que, antecipando-se a toda a gente, cabeceou perigoso para a baliza de Vincent Enyeama que, muito a custo, conseguiu defender a bola que levava carimbo de golo.

Depois destas duas jogadas que criaram algum frisson no estádio, o jogo voltou à mornura anterior, muito jogado num meio-campo bastante polvilhado de jogadores, de ambas as selecções, e que não deixou crescer o jogo ao longo do campo.

Aproximava-se o intervalo, e o jogo entre as duas selecções não crescia nem empolgava. Melhor o Irão, ao verificar que até seria possível vencer a Nigéria, e, a Nigéria, sem capacidade para resolver os passes do meio-campo, enredado nas jogadas iranianas.

Portanto, quando se atingiu os primeiros 45′, o 0 a 0 que se afirmava no placard, era um bom reflexo do fraco jogo exercido pelas duas equipas.

A Segunda Parte

Recomeçou o jogo e a selecção nigeriana pareceu empenhada em marcar golo. Assentou armas e bagagens no meio-campo do Irão e não quis mais de lá sair. É certo que a finalização não estava afinada, os cantos eram mal marcados, e os seus jogadores a sofrerem faltas por parte dos jogadores iranianos, demasiado viris, mas pelo menos, e durante algum tempo, tudo o que se passava, passava-se dentro do meio campo da selecção comandada por Carlos Queiroz, que se limitava a destruir jogadas, mandando a bola para longe da baliza.

E foi sendo esta a tónica do jogo. A Nigéria a atacar com finalizações deficientes. O Irão a defender como podia. O público a assobiar. Talvez, mas talvez mesmo, o pior jogo do Mundial, até esta altura.

Não de passava nada. Não havia golos. O futebol executado era feio. E Carlos Queiroz a passear-se com o seu cachecol.

Irão 0 - 0 Nigéria

Ambas as selecções fizeram um jogo muito faltoso

E aos 65′ os iranianos acreditaram que podiam ultrapassar a Nigéria, meteram-se com grande cavalgada para o contra-ataque, que acabou em pontapé de canto. Na continuação do canto, uma falta nigeriana do lado esquerdo do ataque iraniano levou, de novo o perigo à baliza de Vincent Enyeama, que ainda viu, de novo, a bola a aproximar-se outra vez da sua baliza, mas a subir muito por cima da sua barra.

Esta jogada de ataque do Irão foi o momento mais interessante da segunda parte da partida. O Irão acreditava, nesta altura, que podia levar de vencida a equipa africana.

Mas mais uma vez, foi sol de pouca dura. De novo se voltou ao sistema habitual, com a Nigéria a atacar e o Irão a encetar alguns contra-ataques. De resto, muito faltoso, de parte-a-parte, com Andranik Teymourian a ver o primeiro cartão amarelo aos 75′.

E depois as duas equipas assumiram que o empate era melhor que nada e nada de muito importante se passou até ao final da partida. Continuou a Nigéria a atacar, e teve maior posse de bola, aproveitando o Irão para fazer algumas descidas em contra-ataque pouco incomodativo. Continuaram as faltas e os jogadores muito cansados, aproveitavam o facto de sofrerem uma falta para descansar um pouco na relva e deixar passar os minutos.

Carlos Queiroz também aproveitou para trocar de jogadores aos 89′ e ajudar, também ele, a passar o tempo.

Mas ainda houve um tempo para a Nigéria forçar sobre a baliza de Alireza Haghighi, com a bola a ser afastada para canto e tudo a terminar sem sobressaltos e sem golos, para as duas equipas.

Conclusão

E este jogo sem história, acabou por ficar na história por ser o primeiro jogo deste Mundial a terminar empatado e a não conseguir fazer golos.

Irão 0 - 0 Nigéria

Um jogo muito repartido e muito a meio-campo

Mas o que fica é mesmo essa tristeza sombria de um jogo de futebol jogado sem alegria. Mais a Nigéria, que tinha obrigação de fazer mais, que tem craques globais e prémios na sua história e é a campeã em título do continente africano. Menos o Irão que, coitado, fez pela vida, tentando não sofrer golos e, ao mesmo tempo, pontuar.

Depois da triste participação portuguesa no Mundial, veio este jogo que não foi suficiente para fazer mudar a moral do espectador com raízes lusitanas.

Se se pensar que estas duas equipas estão no mesmo grupo da Argentina e da Bósnia Herzegovina, se tudo continuar assim, não é de estranhar se passarem as equipas europeia e sul-americana.

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