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México 1 - 0 Camarões

Um jogo lento, cheio de golos (mal) anulados

Arena das Dunas, em Natal. Cerca de 40.000 espectadores. Mau tempo, com chuva, por vezes torrencial.

Selecção do México – Guillermo Ochoa, Francisco Javier Rodríguez, Rafael Márquez, Héctor Moreno, Miguel Layún, José Juan Vázquez, Héctor Herrera (90′ Carlos Salcido), Andrés Guardado (68′ Marco Fabián), Paul Aguilar, Giovani dos Santos, Oribe Peralta (73′ Javier Hernández).

Treinador – Miguel Herrera.

Selecção dos Camarões – Charles Itandje, Benoît Assou-Ekotto, Nicolas N’Koulou (46′ Dany Nounkeu), Aurélien Chedjou, Cédric Djeugoue, Benjamin Moukandjo, Stéphne Mbia, Alexandre Song (79′ Pierre Webó), Eyong Enoh, Maxim Choupo-Moting, Samuel Eto’o.

Treinador – Volker Finke.

Golos – 61′ Oribe Peralta – México 1 – 0 Camarões.

E eram 17:00′ em Portugal continental quando começou o segundo jogo deste Campeonato do Mundo, entre as selecções do México e dos Camarões, equipas que, em conjunto com as selecções do Brasil e da Croácia, compõem o Grupo A.

Como era já previsível, El Chicharrito ficou no banco mexicano, neste início de jogo. Por seu lado, e como também já era previsível, o veterano Samuel Eto’o apareceu a liderar o ataque dos Camarões, sendo a ponta da equipa africana a tentar zurzir na selecção mexicana.

A Primeira Parte

O jogo começou numa toada muito lenta, com a selecção mexicana a instalar-se no meio-campo camaronês, mas sem grandes rasgos de perigo para a baliza de Charles Itandje. De vez em quando, os africanos forçavam uma saída em contra-ataque, mais para aliviar a pressão que para uma verdadeira jogada de ataque.

Aos 11′, e no seguimento de uma insistência de ataque dos americanos, Giovani dos Santos respondeu a um passe de Herrera metendo a bola dentro da baliza dos Camarões, mas o árbitro marcou, erradamente, fora-de-jogo ao jogador mexicano.

Abanando com este golo mal anulado ao México, a equipa camaronesa começou a subir mais no campo, e a equilibrar mais o jogo, levando a que aos 15′, os Camarões ganhassem um pontapé de canto. No seguimento desse pontapé de canto, Choupo-Moting também meteu a bola dentro da baliza de Guillermo Ochoa, mas o árbitro assinalou fora-de-jogo e, desta vez, estava mesmo. A partir deste momento começou a assistir-se a um equilibrar de jogo por parte da equipa africana.

Giovani dos Santos

Giovani dos Santos teve dois golos anulados

Aos 21′, grande jogada de contra-ataque pelo lado direito do ataque camaronês, com Eto’o a rematar, rápido e forte, ao poste. Logo depois, numa jogada de grande confusão na grande área mexicana, o golo esteve à vista por várias vezes, acabando a bola por, incrivelmente, não entrar.

Aos 27′ foi a vez do México, na marcação de um livre, a colocar dois jogadores em frente à baliza dos Camarões, mas a deixarem a bola fugir para além das quatro linhas.

E logo depois, aos 29′, o caso do jogo, com novo golo invalidado a Giovani dos Santos, que cabeceia a bola para dentro da baliza de Itandje, em resposta a um canto, mas com o árbitro a marcar, parece-nos erradamente, fora-de-jogo.

A partir deste momento, o jogo voltou, outra vez, a ficar mais equilibrado, com ataques de parte-a-parte, com o grosso do jogo a ser feito a meio do campo, mas tudo de uma forma muito lenta, a passo, como se as equipas, ao fim de tantos minutos de jogo ainda estivessem a estudar-se. De qualquer forma, a posse de bola tem estado mais com os mexicanos, embora tenham acabado por rematar menos. Foras-de-jogo é que foram bastantes, com 7 deles marcados à Selecção do México e 2 marcados à Selecção dos Camarões.

Quase a terminar a primeira parte, Oribe Peralta, sozinho, frente a uma baliza escancarada conseguiu cabecear paralelamente à baliza, mas com o árbitro a marcar, mais uma vez, fora-de-jogo, desta vez com razão.

A Segunda Parte

A segunda parte começou ao contrário da primeira, ou seja, foi a equipa dos Camarões que, dentro daquela toada muito lenta, se aplicou num ataque mais continuado, levada a assentar arraiais no meio-campo mexicano, com os americanos a tentarem, por vezes, a saída em contra-ataque.

Entretanto a chuva continuou a cair sem contemplações, o que também não ajudou em nada ao jogo e, aos 57′, numa arrancada rápida de Stéphne Mbia, que só foi parado à entrada da grande área por Héctor Moreno em falta, o que lhe iria valer o primeiro cartão amarelo do jogo, os Camarões viriam a ter a sua grande oportunidade deste início de segunda parte. No seguimento desta falta, Benoît Assou-Ekotto marcou um livre que bateu na defesa e enganou o guarda-redes mexicano, mas a bola acabou de passar ao lado do poste, e ir para canto.

México - Camarões

O México – Camarões foi, por vezes, um jogo confuso

O México respondeu, arrancou em contra-ataque e, numa jogada de insistência, frente à baliza de Charles Itandje, Giovani dos Santos rematou à queima-roupa para a defesa apertada do guarda-redes camaronês, que mandou a bola para a sua frente, onde estava Oribe Peralta que conseguiu a recarga e, dessa vez, aos 61′, e à terceira vez que o México colocou a bola no interior da baliza dos Camarões, o árbitro considerou golo. Estava, então, assim, desfeito o empate, e inaugurado o marcador, com a vantagem mexicana.

O seleccionador mexicano, Miguel Herrera, aproveitou a vantagem no marcador para proceder a algumas alterações na equipa, fazendo entrar, num primeiro momento, Marco Fabián, e minutos mais tarde, e finalmente, o avançado El Chicharito.

Continuando a passada lenta e descansada, o México voltou a controlar o jogo, ocupando o meio-campo camaronês. Por seu lado, os Camarões tentavam o contra-ataque, mas sempre de uma forma pouco incisiva, e sem grande convicção. Aos 86′ esteve próximo do empate, mas os avançados camaroneses perderam-se no meio da defesa mexicana.

Finalmente, já passava dos 90′ de jogo, numa insistência de ataque camaronês, Benjamin Moukandjo cabeceou para o lado contrário da baliza de Guillermo Ochoa, mas este esticou-se todo e conseguiu segurar a bola. Logo na resposta, El Chicharito, sozinho frente a Charles Itandje, conseguiu, num movimento acrobático, mandar a bola por cima da baliza. Logo depois, terminou o jogo.

Conclusão

Já é sina dos jogos iniciais dos Campeonatos do Mundo. As equipas chegam cheias de meio, diz-se respeito pelo adversário, e passam a maior parte do tempo a tentarem adaptar-se, a estudar, a tentar perceber o jogo do adversário. os jogos, então têm tendência para ser muito lentos, por vezes quase parados.

Ontem foi um pouco assim, no Brasil com a Croácia. Hoje, no México com os Camarões, que acabou, mesmo assim, por ser um jogo mais interessante que o de ontem, também não foi muito intenso.

É verdade que a selecção mexicana foi mais incisiva, marcou dois golos que foram (mal) anulados, teve mais posse de bola (México 59% – Camarões 41%), e mais remates. Mas também é verdade que os Camarões tiveram a possibilidade de empatar o jogo por duas vezes.

Claro que o que fica deste jogo é o resultado. E esse é para o México que, para todos os efeitos, é o vencedor do segundo jogo deste Mundial. Mas para quem acompanhou o jogo, este acabou por ser um pouco tristonho, à imagem, afinal, do tempo que se fez sentir em Natal, e que levou a que chovesse durante quase todo o jogo. Não teve Chicharito e muito pouco de Samuel Eto’o.

Outro acontecimento que vai ficar para o futuro e que irá levantar alguma polémica e ocupar os debates, será a actuação do árbitro do encontro que, à imagem do árbitro do Brasil – Croácia, não está isento de erros e acabaram por ter influência no resultado.

Esperemos que os jogos melhorem com o passar do tempo.

Selecção do México 1 – 0 Selecção dos Camarões

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