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Papas

Um Maracanã que se quiz Maracanão e que vai ser Maracananzinho

Ou, segundo os brasileiros, a final a que ninguém quer assistir. Segundo os brasileiros, claro. Não está lá o Brasil e, pior que tudo, está lá a Argentina. Argentina e Alemanha. Dois papas em confronto – literais e metafóricos.

Ainda não se lembraram que afinal, o Maracanã só lhes traz azar. Nos dois grandes jogos que lá se realizaram (um deles ainda por realizar, enfim), num o Brasil perdeu a final do Campeonato do Mundo de 1950, para a Selecção do Uruguai, e na outra, o Brasil nem conseguiu lá chegar. Portanto, está visto qual é o problema do Brasil. Esse Maracanã que levou (rezam as crónicas) 200.000 almas a gritar pelo Mundial pelo qual viriam, afinal, a chorar, nem sequer conseguiu ser a catedral de uma final brasileira no Campeonato do Mundo de 2014. É possível que o Maracanã seja mesmo um Maracanaço, ou agora, um Maracananzinho para albergar outras equipas, obviamente secundárias, nesta luta pelo título.

E agora? Agora, olha, já está.

E assim, temos que, no próximo Domingo, dia 13 de Julho, pelas 20:00′ de Portugal continental, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, começa a partida da final entre a Selecção da Alemanha e a Selecção da Argentina, evento menor na festa de encerramento de um dos melhores Mundiais de sempre (é o que para aí se diz) no Estádio do Maracananzinho, onde se vão confrontar umas selecções que ninguém (no Brasil) quer ver ganhar.

E a questão agora, é: se foram os norte-americanos que mais bilhetes compraram para os jogos do Mundial, e se os brasileiros agora não querem ir ao Maracanã, quem vai assistir à final? Os argentinos, claro, porque têm a secreta esperança de virem a ser campeões do Mundo na cidade-maravilhosa, e os alemães, porque têm dinheiro. E os brasileiros? Os brasileiros vão correr pelo calçadão, e enfiar a cabeça debaixo da almofada para ver se acordam e tudo não passou de um pesadelo.

A selecção alemã leva vantagem nesta disputa, olhando para trás. Mais golos marcados, aliás, mais do dobro de golos marcados, e um golo a mais sofrido. Mas melhor futebol, mais seguro, mais equipa onde o individuo se funde com o colectivo. Na Argentina, que tem tido jogos sofríveis com alguma sorte nos resultados, todos pela margem mínima, há a predominância do individuo que, se falha, compromete o colectivo. É bizarro falar disto quando, na ausência de uma das pedras fundamentais desta selecção, Ángel di Maria tem estado de fora por lesão, a Argentina acaba por chegar à final. Conclusão, nada é o que parece e os resultados só se atingem no fim, depois de se passar por muitos crivos.

Espectadores

Uma final que toda a gente deveria ver que, a próxima só daqui a 4 anos, na fria Rússia

Não seria esta a final que milhões de adeptos quereriam, embora alemães e argentinos também arregimentem muitos simpatizantes, mais os argentinos que os alemães, contudo, será uma final ao gosto dos adeptos de futebol, assim saibam as duas selecções ser fiel ao jogo que lhes granjeou glória.

E se houver dificuldade em ir ver o jogo ao Maracanã, o que irá acontecer aos 99,999% dos espectadores, é vê-lo em casa, na rua, no café, no boteco, porque há-de ser um espectáculo, mesmo sem o Brasil e sem Portugal. Depois deste jogo teremos de esperar 4 longos anos para voltar a ter novo Campeonato do Mundo, e o de 2018 vai ser na fria Rússia, por isso não vai ter o mesmo élan. Por favor curtam o resto deste Mundial, se fazem favor.

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