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Mundial

Um mês inteiro à vista do Mundo

Terminou, finalmente, depois de um mês e um dia de torneio, o Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil.

A Selecção da Alemanha foi a grande vencedora e, por maioria de razões, a merecida vencedora.

A Selecção da Argentina foi a finalista vencida e, pelo seu trajecto no Mundial, digna vencida que mais não merecia, mas que com perseverança e luta conquistou, por mérito próprio, o direito a estar ali, no jogo dos grandes. Por vezes o brilhantismo não é tudo.

A Selecção da Holanda ganhou o terceiro lugar num jogo que muita gente já acha que não deveria existir. Por maioria de razões, este jogo para terceiro e quarto classificados é mais castigador que glorificador. Deveria acabar, sim. Quem já perdeu, não merecia mais angústia. Mas esta Holanda foi, até perto do fim, uma forte candidata a vencedora do Mundial. Perdeu o gás. Mas mostrou ser uma grande equipa.

A Selecção do Brasil, quarta classificada, levou com os castigos todos. Parecia que tudo o que deveria correr mal, corria. Depois de um jogo inaugural onde, e as manifestações tenderam-se a unificar, foi ajudada pelo árbitro, o Brasil levou de vencida, e bem, o seu grupo de apuramento, com a ajuda primeira e fundamental de Neymar que, rezam as crónicas, carregava a sua equipa nos ombros. Depois foi tendo jogos mais ou menos conseguidos, mas mereceu ter chegado onde chegou e, tendo tido a mesma sorte dos argentinos, também poderia ter chegado à final. Mas não chegou. Neymar foi afastado por lesão, e a sua equipa com ele. Atravessou-se ainda, nas meias-finais, a Alemanha e um jogo terrível de mais. O Brasil nunca mais poderia ter superado esse jogo que irá ficar para sempre, mesmo depois das grandes vitórias que por aí virão. Mas o Brasil só foi vítima de si próprio. Contestação aos gastos com a organização do Mundial, os alegados desvios de verbas, as exigências de padrão-FIFA para a Escola, a Saúde e os Transportes no Brasil, a teimosia de Luiz Felipe Scolari, o alheamento de Fred, a música de Edu Krieger, o gozo sobre a derrota por 4 a 0 da selecção portuguesa com os alemães, enfim, o karma. O Brasil deitou-se na cama que fez. Mas ainda a procissão vai no adro.

Lionel Messi

Numa decisão controversa, Lionel Messi ganhou o Prémio Bola de Ouro Adidas como Melhor Jogador do Mundial

Lionel Messi foi escolhido pela FIFA como o Melhor Jogador do Mundial (Bola de Ouro Adidas), e ninguém percebeu bem como. Uma enorme lista já tem sido apresentada por muita gente com jogadores que, neste Mundial estiveram bem melhor que o argentino, mesmo dentro da própria selecção argentina, como os nomes de Javier Mascherano e Ángel di María. Pareceu este prémio a Messi uma compensação por não ter ganho a Bola de Ouro da UEFA. Ou mais uma daquelas coisas de Joseph Blatter (como o Qatar para organizador do Campeonato do Mundo de 2022), só para dizer que manda, decide e dispõe. Claro que, agora, Blatter já veio dizer que também ficou surpreendido com a eleição de Messi. Mas quem acaba aqui por sofrer é o próprio Lionel Messi, que percebe que este prémio não é honesto. Logo atrás de Messi aparcem Thomas Müeller e Arjen Robben.

Manuel Neuer foi escolhido como o Melhor Guarda-Redes do Mundial (Luva de Ouro Adidas) e, se houve uma mão cheia de grandes guarda-redes – este foi um Mundial de grandes guarda-redes, como o mexicano Guillermo Ochoa, o chileno Claudio Bravo, o colombiano David Ospina, o norte-americano Tim Howard, o argelino Raïs M’Bolhi ou, ainda, o costa-riquenho Keylor Navas -, e muitos deles poderiam figurar como o Melhor Guarda-Redes do Mundial, não desfeita ninguém o prémio a Neuer que mostrou que é, sim senhor, um dos melhores guarda-redes do Mundo em actividade. Merecido.

James Rodríguez

O colombiano James Rodríguez foi o Melhor Marcador com 6 golos e ganhou o Prémio Chuteira de Ouro Adidas

James Rodríguez foi o Melhor Marcador do Mundial (Prémio Chuteira de Ouro), com 6 golos, e com uma selecção colombiana que abandonou a prova cedo demais, nos quartos-de-final, em jogo contra a selecção brasileira vencedora por 2 a 1. James Rodríguez foi uma das grandes surpresas deste Mundial. Bom jogo, boa visão de campo, bom comandante de homens, já tão novo. A seguir a James Rodríguez vieram o alemão Thomas Müeller, com 5 golos e depois, com 4 golos cada, o brasileiro Neymar, o argentino Lionel Messi e o holandês Robin van Persie.

A Selecção da Colômbia foi eleita, no seu conjunto, como a equipa com o Melhor Fair-Play do Campeonato do Mundo. Mas é bom lembrar que Camilo Zúñiga, o defesa que teve uma entrada perigosa por trás a Neymar, e que o colocou fora do Campeonato do Mundo, era titular desta selecção.

Paul Pogba foi o escolhido pela FIFA como o Melhor Jogador Jovem do Mundial (Prémio Jogador Jovem Hyundai). O prémio é atribuído a jogadores com menos de 22 anos, e que participem pela primeira vez num Campeonato do Mundo. O jogador francês, com 21 anos, jogou 5 partidas neste Mundial, e tornou-se já uma referência nesta selecção francesa, como já o era da sua equipa, a Juventus.

Tony Kroos ganhou o Prémio Índice Castrol, que premeia o jogador com melhores índices estatísticos ao longo de um jogo e ao longo de toda a prova. Logo a seguir vem Karim Benzema e Arjen Robben.

Thomas Müeller foi o jogador que mais correu nos campos durante o Campeonato do Mundo, com uma distância de 83957 metros.

A Selecção da Alemanha foi a equipa que mais golos marcou ao longo do Campeonato do Mundo, com 18 golos. 15 deles de bola corrida e 3 de bola parada.

A Fase de Grupos

Mas tudo começou pelo início. E o início foi a fase de grupos, onde as esperança ainda eram muitas. E a boa vontade também.

A Selecção do Brasil deu início ao torneio com o jogo de abertura contra a Selecção da Croácia, a quem ganhou por 3 a 1, não se livrando, já aí, de algumas acusações de beneficiado pelas decisões de arbitragem e de um futebol frouxo a quem Neymar deu algum brilho. Mas o Brasil é o Brasil, e a equipa deveria aparecer quando menos se esperasse.

Brasil 3 - 1 Croácia

Foi aqui que tudo começou, num Brasil – Croácia, que os brasileiros venceriam por 3 a 1

E no Grupo A foi evidente a diferença de qualidade de Brasil e México sobre a Croácia e Camarões. Os croatas bem se podem queixar de terem sido mal tratados pela arbitragem no primeiro jogo, mas depois, também foram bem derrotados pelos mexicanos. E os camaroneses, bom, sofrem do síndroma de muitas equipas africanas recheadas de grandes jogadores, e que chegam ao Mundial e não funcionam em grupo. E depois os problemas com os prémios de jogo (numa equipa que não ganhou nenhum jogo e só marcou 1 golo), também não ajudaram à festa.

No Grupo B, a primeira surpresa: a clara derrota da Selecção de Espanha pelos holandeses, por uns claros 5 a 1. E quando parecia que tudo poderia ter sido um erro, a Selecção do Chile também lhes ganha por 2 a 0, e os espanhóis, assim como a Selecção da Austrália, são os patinhos feios do grupo e ficam-se por ali, pela fase de grupos, que não têm competência para mais. Mas não deixa de ser preocupante ver a equipa detentora do título de Campeã Mundial conquistado em 2010, no Campeonato do Mundo da África do Sul, e actual Campeã Europeia, título ganho no Campeonato da Europa de 2012, na Polónia/Ucrânia, a ser empurrada para fora do Mundial assim, desta maneira inglória, com uma lista de craques e um treinador vencedor, como se fossem pequeninos – e na verdade, não conseguiram ser grandes.

No Grupo C, uma selecção destacou-se logo, positivamente: a Selecção da Colômbia, uma das selecções que melhor futebol apresentou, e a cuja equipa pertence o Melhor Marcador do Mundial, e uma das suas grandes surpresas: James Rodríguez. Depois a Selecção da Grécia, a Selecção da Costa do Marfim e a Selecção do Japão, lutaram pelas migalhas restantes. Coube a sorte aos gregos. Podia ter cabido aos costa-marfinenses.

Uruguai 1 - 3 Costa Rica

A primeira grande surpresa do Mundial, com a Cota Rica a derrotar o Uruguai por 3 a 1

No Grupo D, o grupo da morte. Mas precisamente aquela selecção que era descartada, a tornar-se a melhor das selecções deste grupo, e uma das grandes surpresas deste Mundial: a Selecção da Costa Rica. Os costa-riquenhos ganharam por 3 a 1 à Selecção do Uruguai e por 1 a 0 à Selecção de Itália, tendo empatado a zero com a Selecção de Inglaterra. E ficaram em primeiro lugar no grupo. Os italianos que começaram por ganhar aos ingleses no primeiro jogo por 2 a 1, acabariam por perder com os costa-riquenhos e com os uruguaios por 1 a 0. Ora, como os uruguaios ganharam aos italianos por 1 a 0, e aos ingleses por 2 a 1, foram os homens do Uruguai que acompanharam os da Costa Rica para os oitavos-de-final. Os italianos foram acompanhar os ingleses, que acumularam duas derrotas e somente um empate a zero com a Costa Rica, na despedida do Campeonato do Mundo, na companhia da Espanha. Um Mundial cheio de surpresas. Surpreendentes surpresas.

No Grupo E, assistiu-se ao renascimento da Selecção de França que, na companhia da Selecção da Suíça, seguiram naturalmente para os oitavos-de-final, deixando para trás a Selecção do Equador e a Selecção das Honduras que, rezam as crónicas, teria os jogadores mais faltosos deste Mundial.

No Grupo F, Argentina, com naturalidade, mas a produzir um futebol fraquíssimo, e a Selecção da Nigéria, foram as selecções que continuaram em prova, em detrimento da Selecção da Bósnia Herzegovina, que tanto tinta prometido, para nada dar, e a Selecção do Irão, comandada pelo português Carlos Queiroz, que empatou a zero com os nigerianos e chegou a assustar os argentinos. Depois, vá-se lá saber porquê, perdeu por 3 a 1 com os bósnios.

Alemanha 4 - 0 Portugal

O primeiro grande desaire foi português: 4 a 0 com a Alemanha

No Grupo G estava Portugal. E a Alemanha. E eram estas as duas selecções que, supostamente, deveriam continuar em prova. Engano. A Selecção dos Estados Unidos da América, outra vez (já o tinha feito em 2002, no Campeonato do Mundo da Coreia do Sul/Japão), a deixar os portugueses para trás. Os norte-americanos souberam tirar bom proveito do jogo inaugural da Selecção de Portugal, onde foram dizimados pelos alemães, que ainda iriam fazer pior aos organizadores do torneio, em casa de quem eram convidados. Portugal perdeu por uns claros 4 a 0 com a selecção que viria a ganhar o torneio, empatou com a selecção norte-americana a 2 golos, e ganhou à Selecção do Gana por 2 a 1. A selecção portuguesa saiu muito fragilizada do confronto com os alemães, e nunca mais se encontrou. Depois houve também uma má gestão da equipa, com inúmeros jogadores lesionados e em baixo de forma. Um Mundial português para esquecer. O Gana, contudo, ainda teve tempo para protagonizar uma cena caricata com prémios de jogo a serem pagos em dinheiro que chegou ao hotel do ganeses sob escolta policial. Como num filme de Hollywood. Depois disso, foram também para casa.

Do Grupo H, o mais tristonhos dos grupos do Mundial, surgiu uma das selecções mais luminosas deste Campeonato do Mundo: a Selecção da Argélia. Selecção esta que acabou por roubar o lugar da passagem aos oitavos de final àquela selecção que, naturalmente, lhe teria direito: a Selecção da Rússia que serão os organizadores do Campeonato do Mundo de 2018, e que aqui, neste Mundial, voltou a mostrar que não tem equipa para outros voos. Assim passaram os argelino e a Selecção da Bélgica, ficando para trás os russos e a Selecção da Coreia do Sul.

Os Oitavos-de-Final

Aqui é que o Mundial começou a doer. É claro que já tinham acontecido várias surpresas na primeira fase do Campeonato do Mundo, como as eliminações de selecções como a espanhola, a italiana, a inglesa, a russa e a portuguesa. Mas agora era ganhar ou perder. Tudo era decidido num único jogo. E houve selecções que se aprimoraram. E houve outras que não. E houve quem tivesse sorte. E quem não fizesse nada por isso.

O Brasil teve de ultrapassar a selecção chilena. E teve de se aprimorar. Os chilenos vinham de uma grande fase de grupos. Tinham vencido à selecção campeã em título. Empate a 1 golo no fim do prolongamento e a decisão a ter de ser tomada na marcação de grandes penalidades. Júlio César, o guarda-redes brasileiro esteve à altura da situação. E, depois de um jogo bastante interessante, o Brasil a seguir para os quartos-de-final.

Colômbia 2 - 0 Uruguai

Um dos grandes jogos do Mundial. A Colômbia venceu o Uruguai por 2 a 0

Depois seguiu-se o Colômbia – Uruguai. E o que parecia um jogo para o Uruguai, habituado a ir longe nos Campeonatos do Mundo, foi só a confirmação da fase de grupos. A Colômbia não estava ali, no Brasil, para brincar. Com uma grande equipa, um excelente James Rodríguez bem secundado, acabou por serem os colombianos a seguirem em frente com uma vitória por 2 a 0 ao Uruguai e com outro grande jogo deste Mundial.

Continuou com a Holanda e o México. Apitado pelo árbitro português Pedro Proença. A Holanda ganhou por 2 a 1. A Selecção do México, por intermédio do seu seleccionador, Miguel Herrera, a contestar muito o jogo e, em especial, a contestar, muito, a actuação do árbitro português. É verdade que o México apareceu neste Mundial com um excelente grupo e proporcionou grande jogos (o Brasil-México, com o resultado a zero, foi um dos jogos mais intensos deste Mundial), e provou que podia ir mais longe, mas esta Holanda ainda estava com fulgor, e mereceu passar aos quartos-de-final.

Logo a seguir aconteceu o Costa Rica – Grécia. Um jogo que terminou empatado a 1 golo e teve de ser resolvido na marcação das grandes penalidades, com o guarda-redes costa-riquenho, Keylor Navas, a garantir a vitória da Costa Rica e a Selecção da Grécia, do português Fernando Santos, a fazer história ao chegar aos oitavos-de-final, e ele próprio a ser o português a ir mais longe no Campeonato do Mundo do Brasil.

Em seguida foi a França com a Nigéria e os franceses a comprovarem a excelente forma desta revolução que Didier Deschamps levou a cabo e que mostrou que, mesmo sem Franck Ribéry, a França poderia ser uma equipa perigosa. A Selecção da Nigéria nunca foi grande opositor nestes oitavos-de-final.

Alemanha 2 - 1 Argélia

Em outro grande jogo deste Mundial, a Alemanha venceu a Argélia por 2 a 1

Depois aconteceu outro dos grandes jogos deste Mundial, com o confronto entre as selecções da Alemanha e da Argélia. Os alemães viriam a sagrar-se campeões, e os argelinos provaram que eram das selecções mais interessantes que estavam neste Campeonato do Mundo. O jogo teve de ir para o prolongamento e só aí apareceram os golos. Mas a Argélia chegou a assustar os alemães.

Continuaram os oitavos-de-final com a Argentina a defrontar a Selecção da Suíça num jogo de bocejo, como quase todos os da Argentina, e a Suíça também não foi equipa para alterar o estado das coisas. Mas os argentinos acabaram por vencer, com alguma naturalidade, por 1 a 0, por intermédio de Ángel di Maria, já no tempo do prolongamento.

Os oitavos-de-final terminaram com um Bélgica – Estados Unidos que os belgas venceram com alguma dificuldade, perante uns norte-americanos que demonstraram mais uma vez que o soccer é mais que uma bizarria para os Estados Unidos.

Os Quartos-de-Final

Com mais uma selecção feita, e a final do Campeonato do Mundo a aproximar-se, começava a afunilar a passagem das selecções. Cada vez mais selectiva, o Mundial só ia guardando as melhores, mais uma ou outra assim-assim que acabavam por ter a sorte do jogo e continuar em frente.

Começaram os franceses com os alemães. Os franceses estão realmente no bom caminho, estão com uma grande e jovem selecção, mas a Alemanha está muito, demasiado, brasileira, e impossível de ser parada. Conseguiu o Gana impor um empate na fase de grupos. Mas depois disso, os alemães ficariam imparáveis. E a França ainda não tem estrutura para eles. Mas está a construir-se.

Brasil 2 - 1 Colômbia

O Brasil vencia a Colômbia por 2 a 1, no jogo em que Neymar se lesionaria

Em seguida foram os brasileiros contra os colombianos, noutro daqueles grandes jogos do Mundial, onde qualquer que fosse a equipa eliminada faria saudades. Calhou à Colômbia que perderia o jogo contra os brasileiros por 2 a 1. Mas foi uma grande partida de futebol. Um grande jogo da Colômbia que doeu ver eliminada. Mas o Brasil também deu grande réplica. James Rodríguez, inconsolável, foi reconfortado por David Luiz. mas antes disso, Camilo Zúñiga entrou, faltosamente, por trás, sobre Neymar e afastou-o do resto do Mundial. Irá sobreviver a dúvida de, se Neymar estivesse em campo, o jogo com a Alemanha seria diferente. Enfim… Uma das grandes e boas surpresas do Campeonato do Mundo de 2014, chegou, aqui, ao seu final.

Continuaram os argentinos e a Selecção da Bélgica em mais um daqueles jogos em que alguém tem de ganhar. Ganhou a Argentina por 1 a 0. E não podiam ser eliminadas as duas? Não, porque a Argentina ainda quereria ir à final tentar abrandar o passo campeão dos alemães. Mas foi um mau jogo.

Os quartos-de-final terminariam com a Holanda e a Costa Rica e a jogada de mestre de Louis van Gaal ao guardar uma substituição para colocar outro guarda-redes para a marcação das grandes penalidades, acabando por ganhar com a sua estratégia. Depois de um empate a zero ao fim de 120′ de jogo jogado, a Holanda acabaria por sair vencedora nos penaltys, e com Tim Krul, o guarda-redes que entrou só para os defender, como herói, assim como Louis van Gaal, autor da estratégia vencedora. Mas entretanto, já a Selecção da Costa Rica era vencedora ao conseguir chegar aos quartos-de-final e precisar de ir à marcação de grandes penalidades para ser eliminada pela laranja mecânica.

As Meias-Finais

Brasil 1 - 7 Alemanha

O jogo do Mundial. O Brasil foi derrotado por 7 a 1 pela Alemanha

E foi nas meias finais que o Brasil desceu aos infernos. Na primeira das duas meias-finais, o Brasil foi destroçado, e esta é a palavra, pela selecção alemã. 7 a 1. Uma goleada de antigamente à selecção que mais Mundiais conquistou, que era a organizadora deste Campeonato do Mundo, e que muito quereria vencê-lo. Não conseguiu. Por um lado, veio ao cimo a ideia já ventilada em muitos sítios, que esta selecção brasileira era menor, estava mal preparada e as teimosias do seu seleccionador não possibilitavam o equilíbrio, aparecendo somente Neymar como único jogador acima da média e autor de um trajecto que os tinha levado até ali. Perante a ausência de Neymar, lesionado, a selecção brasileira desfez-se. Por outro lado, confirmou-se que esta Alemanha era uma grande selecção, que os 4 a 0 a Portugal não tinha sido fruto do acaso e, o facto de ser a mais brasileira das selecções alemãs terá alguma coisa a ver com o que conseguiram no Brasil. Estes alemães já não são só uma máquina de precisão. Jogam um futebol bonito e alegre, e passeiam a bola e correm e fazer ter gosto no seu futebol. Estes alemães pareciam mais brasileiros que o Brasil. Era impossível não ver isso nesta selecção montada por Joachim Löw. Mas estava feito. A Alemanha tinha ganho por 7 a 1 ao Brasil. O Brasil perdera por 7 a 1 com a Alemanha. os brasileiros estavam inconsoláveis. Mas ainda teriam mais um jogo para disputar.

Na outra meia-final, a Holanda seria derrotada pela Argentina, depois do zero no marcador ao fim de 120′, na marcação de grandes penalidades. Ou Louis van Gaal esqueceu-se de Tim Krul, e da estratégia de vencer os argentinos nos penaltys, ou os holandeses não quiseram defrontar os alemães na final. E é bem possível.

O Jogo que Ninguém Quer Jogar

E os brasileiros tiveram de tentar recompor-se dos 7 a 1 frente aos alemães para irem enfrentar os holandeses num jogo que não serve para nada, a não ser para agravar ainda mais a má disposição do perdedor.

Em 2006, quando Portugal perdeu com a Alemanha o jogo do terceiro e quarto lugar já se sentia isso. Para quê este jogo? A quem interessa o terceiro lugar? Já ser o segundo é triste. Quanto mais ser o terceiro e, ainda pior, o quarto.

Com o Brasil com mais para perder que a Holanda para ganhar, acabaram por ser, precisamente, os holandeses a ganhar o jogo, também de forma categórica, por 3 a 0. E depois? O que é que a Holanda ganhou com esta partida? E o Brasil? E Luiz Felipe Scolari? E o David Luiz? E o Fred? E os adeptos brasileiros?

Um jogo terrível que a FIFA poderia ponderar em abandonar.

A Final

Alemanha 1 - 0 Argentina

E, no final, a Alemanha venceu a Argentina por 1 a 0a final

E em aqui chegando, só havia um possível vencedor e esse só poderia ser a Alemanha. Pelo trajecto ao longo de todo o tempo que durou o Campeonato do Mundo, pelos resultados, pelo trabalho que vem sendo efectuado há muitos anos, não era de esperar outra coisa. Por mais alma que a Argentina quisesse apresentar. E foi anulado um golo à Argentina. E marcada falta contra a Argentina numa carga de Manuel Neuer que deveria ter sido grande penalidade contra a Alemanha. E a expulsão de um defesa alemão. Enfim, tudo o que poderia ter sido feito e não foi, mesmo assim, a Alemanha deveria ter sido, como foi, a grande vencedora desta Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil.

Se a Alemanha não tivesse ganho este Mundial, ou melhor, se fosse a Argentina a ganhar este Mundial, correr-se-ia o risco de a reacção das pessoas ser a mesma quando foi anunciado o nome de Lionel Messi como o Melhor Jogador do Mundial. O quê? Alguém levou este prémio a sério?

A Alemanha foi um justo vencedor. E se pessoalmente a Colômbia foi, enquanto por lá andou, a melhor das selecções, com o melhor dos futebóis e o melhor dos jogadores, a Alemanha demonstrou que tudo só acaba quando chega ao fim, e que só nessa altura as decisões têm sentido. Por tudo isso, este foi, assim, o Campeonato do Mundo da Alemanha.

E agora, só dentro de 4 anos, na fria Rússia, é que se podem tentar inverter sentido e alterar a história. Até lá, o Mundo futebolístico é alemão.

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