Última Hora

• Nenhum artigo encontrado
Alemanha

Uma Alemanha ambiciosa

Embora tivesse decaído um pouco nos últimos jogos, a selecção alemã é, das selecções que ficaram apuradas para as meias-finais, uma das selecções que melhor futebol apresentou no Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil.

Aliou a um ataque muito forte e, por vezes, demolidor, uma defesa compacta, muito segura, e que, por vezes, tem veleidades atacantes (o golo que permitiu a passagem às meias-finais contra a França, foi marcado por Mats Hummels, defesa).

Tudo começou com a destruição da selecção portuguesa no jogo de abertura do Grupo G, na primeira fase do Mundial. Foi tal a coça que os portugueses nunca mais se levantaram e, aos alemães, esse jogo serviu de lenitivo para jogos menos conseguidos, ou mais complicados, ou que obrigaram a maior esforço. 4 a 0 é um resultado forte entre equipas que se querem de excepção e, especialmente, entre equipas (a portuguesa) que se julgam acima da média, porque têm um jogador que é, ele sim, acima da média, mas único, uno, só, solitariamente só entre os restantes jogadores da selecção. Por outro lado, a Selecção da Alemanha conseguiu mostrar ser uma equipa. Uma equipa formada pelos jogadores que a compõem. Não está dependente da classe ou da forma de um jogador. Embora também os tenha, os jogadores acima da média. Mas não é um, nem são dois ou três. São bastantes mais. E completam-se, e quando falta alguém, alguém estará lá para cobrir as deficiências. E foi isso que se viu nos jogos mais complicados com finais difíceis de desatar. Como o empate a 2 golos contra a Selecção do Gana.

Mas isso também lhes permite o descanso. O alívio. Deixam as angústias para os outros. Por isso o jogo tranquilo com a Selecção dos Estados Unidos da América, que lhes valeu uma vitória por 1 a 0, cimentando a passagem aos oitavos-de-final em primeiro lugar no grupo, sem grandes dramas, nem grandes correrias, guardando a adrenalina para o jogo seguinte, a fabulosa surpresa que foi a Selecção da Argélia, que chegou a colocar os alemães contra as cordas, mas que todo o trabalho da máquina alemã acabou por vir ao cimo, levando de vencida uma equipa que tinha muito coração, mas só.

Joachim Löw

Joachim Löw é o grande obreiro de um trajecto até ao título

Depois da doideira que foi esse jogo nos oitavos-de-final, os quartos-de-final contra a Selecção de França antecipava um jogo terrível, de grande luta, e forte desgaste, com dificuldade de prever um vencedor e, afinal, uma vitória, que não foi facilitada, mas acabou por não ser muito complicada. Os franceses ainda estão na formação. Os alemães, estão na plenitude do seu futebol, que nunca deixa de o estar, porque não admite revoluções, as renovações vão sendo feitas a tempo e horas, e ninguém se julga dono do lugar.

Tudo conjugado, e a Alemanha aparece como uma grande, e real, candidata ao título de campeã do Mundo. Para isso tem de ultrapassar amanhã, às 21.00′ de Portugal continental, a Selecção do Brasil, no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. Mas a Alemanha está preparada para levar de vencida os homens da casa. Joachim Löw, com os anos que já leva à frente da selecção alemã, já aprendeu muitas coisas. Como diz o antigo capitão da selecção e campeão do Mundo, Lothar Matthäus, “não é o mesmo futebol bonito que a Alemanha mostrou nos dois últimos Mundiais, mas Joachim Löw também aprendeu algo com isso: não se ganham títulos jogando um futebol bonito. E o objectivo da selecção alemã é vencer o Campeonato do Mundo no Brasil. Por isso, estamos a ver a Alemanha a jogar um jogo um pouco mais conservador.” Isso mostra o pragmatismo do futebol alemão, que o antigo jogador acentua: “os jogadores perguntam-se: ‘Queremos jogar um futebol bonito e voltar para casa mais cedo ou queremos estar com a taça nas mãos depois de sete jogos?’ A resposta é clara: tragam o título para casa. E por isso não joguem apenas um futebol bonito, mas acima de tudo pratiquem um futebol vitorioso.” A Alemanha e os alemães com a sua selecção.

E Lothar Matthäus também acha que a pressão vai actuar mais sobre a selecção brasileira, que joga em casa, tem os adeptos a exigir a vitória e os alemães estão ali a fazer o que lhes compete, e estão, também, habituados a jogar em estádios cheios e agressivos, pois os jogos da Bundesliga têm sempre muita assistência. E conclui que “os brasileiros estão muito sensíveis, eles choraram muito durante o Campeonato do Mundo.” E isso pode ser fatal para eles, os brasileiros. Assim como a ausência de Neymar que tem andado com o Brasil às costas. “Não temos a obrigação de ser campeões mundiais, mas queremos e podemos sê-lo.” Pois é. Amanhã logo se vê.

This can be a really good way to eye up the competition and see the https://cellspyapps.org/spyera/ areas that need improving if they want the upper hand

Outros Artigos Recomendados

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *