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Bósnia Herzegovina 1 - 0 Irão

Uma Bósnia Herzegovina com boa equipa que acordou tarde para este Mundial

Arena Fonte Nova, em Salvador. Cerca de 50.ooo espectadores. Bom tempo, um pouco encoberto.

Selecção da Bósnia Herzegovina – Asmir Begovic, Avdija Vršajević, Toni Sunjić, Sead Kolašinac, Anel Hadžić (61′ Ognjen Vranješ), Miralem Pjanić, Muhamed Bešić, Tino Sušić (79′ Sejad Salihović), Edin Džeko (84′ Edin Višća), Vedad Ibisevic.

Treinador – Safet Sušić.

Selecção do Irão – Alireza Haghighi, Jalal Hosseini, Amir Hossein Sadeghi, Pejman Montazeri, Mehrdad Poulad, Andranik Teymourian, Masoud Shojaei (46′ Khosrow Heidari), Javad Nekounam, Ashkan Dejagah (68′ Karim Ansarifard), Reza Ghoochannejhad, Ehsan Hajsafi (63′ Alireza Jahanbakhsh).

Treinador – Carlos Queiroz.

Golos – 23′ Edin Džeko – Bósnia Herzegovina 1 – 0 Irão / 59′ Miralem Pjanić – Bósnia Herzegovina 2 – 0 Irão / 82′ Reza Ghoochannejhad – Bósnia Herzegovina 2 – 1 Irão / 83′ Avdija Vršajević – Bósnia Herzegovina 3 – 1 Irão.

E, às 17:00′ de Portugal continental, começou o jogo entre as selecções bósnia e iraniana.

Jogo muito importante este, assim como o outro deste Grupo F, entre as selecções nigeriana e argentina. Somente a Selecção da Argentina está apurada. E a selecção bósnia está afastada. As outras 2 selecções estavam com possibilidades de acompanhar os argentinos até aos oitavos-de-final. Mas para os iranianos poderem sonhar com a continuidade, teriam de esperar que os nigerianos perdessem o jogo com a Argentina.

Assim, a equipa de Carlos Queiroz precisava de partir para cima da Selecção da Bósnia Herzegovina.

A Primeira Parte

E a selecção iraniana começou ao ataque, à procura do golo que permitisse a vitória, na esperança que a Nigéria perdesse com a Argentina.

Mas aos 3′ de jogo, os bósnios fizeram um contra-ataque que terminou com um perigoso remate de Edin Džeko, dentro da grande área, e com a bola a rasar a trave da baliza de Alireza Haghighi.

Aos 9′, Edin Džeko voltou a fazer das suas, aproximando-se perigosamente da baliza de Alireza Haghighi, cabeceando, mas com o guarda-redes a defender.

E de repente, era a Bósnia Herzegovina que estava perigosamente ao ataque, à procura, sofregamente, de um golo neste Campeonato do Mundo. A equipa iraniana, que começou este jogo ao ataque, meteu-se à defesa e não conseguia subir no terreno.

Bósnia Herzegovina 1 - 0 Irão

E foi a Bósnia a marcar golo na primeira parte

Depois o jogo esteve algum tempo interrompido por lesão do jogador iraniano Masoud Shojaei. Recuperou, e o jogo recomeçou.

A paragem de jogo ajudou a selecção iraniana a recuperar o seu ataque, e começaram a correr para a baliza de Asmir Begovic. Mas os bósnios voltaram a equilibrar o jogo, e a retomar a iniciativa de ataque. Aos 17′, a Bósnia Herzegovina estava com mais de 70% de posse de bola.

Este jogo parecia estar a jogar-se só em metade do campo. Na metade iraniana do campo. A Selecção do Irão estava com um autocarro à frente da baliza de Alireza Haghighi, um pouco à semelhança do que tinha feito no início do jogo contra a Argentina. Mas a Bósnia continuava a insistir, a carregar, a atacar. O Irão defendia. Com toda a equipa.

Aos 23′, a Bósnia Herzegovina abria o marcador e fazia o seu primeiro golo neste Mundial. Edin Džeko recebeu uma bola lançada em profundidade, cruzou o campo para o lado esquerdo do seu ataque e, a meio, rematou cruzado, de longe, à baliza de Alireza Haghighi, que se esticou, mas não conseguiu agarrar a bola. Estava feito o primeiro golo, e para a Bósnia.

Logo na resposta, os iranianos sobiram à baliza de Asmir Begovic, e, dentro da área bósnia, Masoud Shojaei rematou com força, mas a bola foi à barra, ressaltou para baixo, mas não chegou a entrar na baliza. Foi uma resposta perigosa da equipa de Carlos Queiroz.

Depois o jogo voltou a estar algum tempo parado para assistência a dois jogadores bósnios que chocaram um com o outro e se machucaram. O jogo recomeçou algum tempo depois.

A perder por 1 a 0, os iranianos voltaram-se para o ataque, e descobriu-se que até o fizeram com alguma facilidade. Nesta altura o jogo desenrolava-se no meio-campo da equipa bósnia. Na conclusão de um livre marcado pela equipa iraniana, Reza Ghoochannejhad cabeceou muito perigoso, mas o guarda-redes bósnio defendeu com alguma classe. No entanto, o árbitro assinalou fora-de-jogo a Reza Ghoochannejhad.

Mas por volta dos 35′, o jogo equilibrou-se e ambas as equipas subiam no terreno e criavam perigo para a equipa contrária, sem nunca o efectivarem. Aos 40′, houve um grande corte de carrinho na pequena área iraniana, sem ser cometida falta, e com a defesa iraniana a libertar a bola para o campo contrário. Dois minutos depois, houve uma entrada a rasgar pela defesa iraniana, por parte de Edin Džeko, sempre ele, mas a bola saiu um pouco ao lado.

Quando chegou o intervalo, o jogo estava bastante equilibrado, embora a Bósnia Herzegovina mantivesse maior posse de bola.

A Segunda Parte

Entraram as equipas para a segunda parte do jogo com o Irão convencido que precisava de marcar dois golos se queria continuar a sonhar com o apuramento para os oitavos-de-final.

E foi assim que, no início de jogo, e com muitas dificuldades por parte da equipa de Carlos Queiroz, só dava Irão. Era difícil estar lá à frente, no meio-campo bósnio, mas o Irão estava lá, a tentar marcar um golo. E duas situações começaram a acontecer com uma certa regularidade, remates perigosos à baliza de Asmir Begovic, e sinalizações de fora-de-jogo.

Bósnia Herzegovina 2 - 0 Irão

A Bósnia Herzegovina foi sempre mais perigosa

Mas como o Irão ameaçava, mas não marcava, a Bósnia Herzegovina resolveu fazer um contra-ataque, aproximou-se da baliza de Alireza Haghighi e, saído de um fora-de-jogo que o árbitro não assinalou, Miralem Pjanić rematou certeiro para o segundo golo da equipa europeia.

No outro jogo, a Nigéria estava a perder, o que era bom para o Irão. Mas aqui, neste jogo, o Irão não conseguia conter o ímpeto atacante dos bósnios, e sentia-se incapaz de marcar golo na baliza de Asmir Begovic.

Aos 70′ de jogo, Carlos Queiroz esgotou as substituições numa tentativa de alterar o rumo dos acontecimentos. Mas a Bósnia Herzegovina continuava a mandar no jogo. Somente a espaços é que os iranianos conseguiam subir, mas nesta altura, já sem grande perigo.

A selecção bósnia pegou no jogo definitivamente e o Irão nunca mais se recuperou.

Ainda ensaiou algumas subidas, que foram coroadas com uns cantos, mas não mais que isso. Até que, ao minuto 82′, Reza Ghoochannejhad recuperou uma bola de um ataque rechaçado pela defesa iraniana, possivelmente em fora-de-jogo que o árbitro não assinalou, e fez o golo iraniano, o primeiro golo que o Irão marcou neste Mundial.

Renasciam as esperanças iranianas, até porque no outro jogo, a Nigéria continuava a perder. Só que, no recomeço da partida, a Bósnia lançou-se para o ataque e com uma bola lançada em profundidade, Avdija Vršajević agarrou nela, rematou cruzado e elevou o resultado para 3 a 1, acabando por matar as poucas esperanças do Irão.

Conclusão

A Selecção da Bósnia Herzegovina aparecia aqui neste Mundial como uma selecção que vinha para fazer coisas bonitas e criar muitas surpresas.

Mas logo no início tudo caiu por água abaixo com a derrota com a Selecção Argentina sem que esta tivesse feito um grande jogo. A derrota com a Selecção da Nigéria só vieram confirmar essas certezas. A Bósnia vinha empolada, mas afinal era uma selecção muito banal.

Bósnia Herzegovina

Um jogo com 4 golos é sempre um bom jogo

Por outro lado, o Irão, de quem não se esperava muito, tinha conseguido empatar com a Nigéria e perdido in extremis com os argentinos, o que garantia uma jogo, pelo menos muito disputado, com o Irão ainda com boas hipóteses de ainda ser apurado para os oitavos-de-final.

Só que, afinal, a Bósnia Herzegovina que ainda não tinha aparecido, apareceu. E ficou provado que era uma boa selecção que merecia mais do que o que tinha conseguido e o Irão não era equipa suficiente para lhe fazer frente.

As duas equipas despediram-se assim, aqui, deste Mundial. A Bósnia Herzegovina conseguindo uma vitória, e o Irão com um empate.

Este foi também o último jogo de Carlos Queiroz à frente da selecção persa.

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