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Alemanha

Vale a pena haver final?

Quando era miúdo, e jogava à bola na rua onde vivia, em jogos contra outras ruas e bairros, por vezes cruzava-mos-nos com grupos de miúdos muito melhores ou muito piores que nós, e o resultado, que normalmente já era bastante desnivelado, fosse para que lado fosse, revelava dimensões estratosféricas. Era usual dizer-se, nessas alturas, que não valia a pena bater em mortos.

Não será contudo este o caso da final a disputar, no próximo Domingo, entre a Selecção da Alemanha e a Selecção da Argentina. Contudo…

Contudo, a Alemanha parece arrogantemente indestrutível. Por outro lado, a Argentina está banalmente… Banal.

É impossível continuar a falar deste Mundial, e da selecção alemã, e não nos lembrarmos dos 7 a 1. De um jogo em que um candidato ao título foi reduzido a pó por outro candidato ao título, sem apelo nem agravo. É impossível tentar antever a final do próximo Domingo e esquecer que um dos finalistas foi o responsável pela grande hecatombe futebolística brasileira, que já elevou o Maracanaço a simples anedota de vizinhos. É impossível não ver a máquina que é a equipa alemã quando tentamos perceber que jogo será esse que vai opor estes alemães a uns argentinos que se pergunta como é que chegaram até aqui.

É verdade que esta equipa alemã está em alta, que tudo lhe corre bem e que se posiciona para ganhar o Campeonato do Mundo. Também parece verdade que esta equipa argentina tem passado por entre as gotas de chuva e, com muita sorte à mistura, está prestes a poder ganhar o Campeonato do Mundo na terra do seu maior adversário, o Brasil.

Entre a sorte de um e a sorte de outro, esperemos que haja alguma coisa de desporto nesta partida de futebol. Vamos lá a ver se entendemos uma coisa que ainda ninguém falou: aqueles 4 golos em 6′ minutos não são deste Mundo. Todo e qualquer remate à baliza era golo, mais do que um show de bola, a Alemanha mostrou a sorte com que entrou em campo. Só para contrapor, no minutos finais do jogo, o Brasil acercou-se da baliza alemã por diversas vezes e, ou Manuel Neuer fez impossíveis e vistosas defesas, ou a bola ia ao poste ou roçava a baliza. A sorte de uns e o azar de outros. Tudo em demasia.

Argentina

A Argentina quer bloquear a passagem dos alemães

Portanto, próximo Domingo, dia 13 de Julho, às 20:00′ de Portugal continental, começa a cerimónia de encerramento do Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil, e só voltaremos a nova prova em 2018, na Rússia de Putin. Então? Quem se posiciona para levar de vencida o jogo que aparece como prato principal nessa cerimónia de encerramento? À partida não há dúvidas de que será a Alemanha. Até porque já incharam o peito suficientemente para só por isso levantarem o troféu. Na imprensa de hoje, circulava uma notícia que dava conta que Mats Hummels, defesa alemão que marcou golos a Portugal e à França, teria dito que ao intervalo os jogadores alemães acordaram em não humilhar mais os jogadores brasileiros. Bom, maior humilhação está nesta revelação feita pelo jogador alemão. Leva a pensar que estes jogadores já se consideram deuses, os famosos deuses do Estádio de Leni Riefenstahl, ou super-homens como os descreveu Friedrich Nietzsche. Mas como bem se retrata nos provérbios portugueses, quando mais se sobe, maior é a queda. É claro que os alemães estão em condições de poder gozar o prato, mas na verdade ainda não ganharam nada.

E para os brasileiros? O que quererão eles para Domingo? A vitória da equipa que os humilhou? Ou a vitória do maior rival de sempre que pode sagrar-se campeão em sua casa?

Mas a Argentina, que está fadada para surpreender tudo e todos (e aí é impossível não pensar num paralelismo com a selecção italiana), podendo passar um campeonato inteiro a viver da sorte, das benesses alheias, e no fim, desferirem uma estocada mortal, transformando as fraquezas forças, e deixando brilhar o que era, ou estava opaco. E não se deve menosprezar o facto de que os argentinos contam com Lionel Messi. O Melhor Jogador do Mundo. Ou o Segundo Melhor Jogador do Mundo. Ou um dos melhores jogadores do Mundo e que ainda está presente no Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil.

E voltamos à pergunta do título: Vale a pena haver final? É claro que sim porque, ao contrário do que muita gente pensa, nada está ganho, e nada está perdido.

Mesmo o Brasil que disputa o jogo para determinar o terceiro e quarto lugar no Sábado, tem tudo ou nada para ganhar. Se é verdade que o segundo é o primeiro dos últimos, também é verdade que ficar em terceiro permite um lugar no pódio. E essa vitória permite terminar o campeonato menos mal, como um lenitivo para as dores de alma que vão levar muita gente ao divã. Mas era melhor que nada. E até isso vai ser difícil.

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